PERSEGUIÇÃO A BATTISTI: A JUSTIÇA É CEGA OU CAOLHA?

O site Última instância informa (ver íntegra aqui) que um magistrado de Brasília parece não ter encontrado nada melhor para fazer do que se preocupar com o fato de Cesare Battisti não estar sendo encontrado no seu endereço do Rio de Janeiro, embora seja público, notório e noticiado que o escritor italiano se dedica a promover o último livro, Ao pé do muro, em várias cidades brasileiras. O que ele quer, limitar o exercício da profissão por parte de Battisti? 
Eis a notícia:

O juiz federal Alexandre Vidigal, titular da 20ª Vara no Distrito Federal, determinou que a Polícia Federal informe, no prazo de cinco dias, o endereço de Cesare Battisti que consta atualmente nos cadastros da PF.

Na decisão, o juiz afirma que Battisti não está sendo encontrado no endereço disponível no cadastro oficial (Rede Infoseg), na cidade do Rio de Janeiro. Assim sendo, caso o italiano não seja encontrado nos endereços fornecidos pela PF, a Justiça pede que seja feita uma investigação para saber o paradeiro de Battisti.

Em sua decisão, o juiz informou que, de acordo com a legislação (Lei 6.815/80, artigo 102), a manutenção do endereço atualizado do estrangeiro é “exigência que se impõe podendo sua inobservância caracterizar-se como ‘estada irregular’, implicando, até mesmo, na possibilidade de deportação”.

Qual o motivo de tamanho interesse pelas andanças de Battisti, que não são irregulares nem suspeitas? Por que o meretíssimo incomoda a Polícia Federal quando nada, absolutamente nada, o vincula ao caso? Se é para procurar pêlo em ovo fora de suas atribuições corriqueiras, não existem assuntos muito mais prementes e relevantes para ele ir escarafunchar?
Um cidadão que dê tratos à bola, poderá pensar em motivações menos nobres, como a busca de holofotes ou  preconceito político. Pois excesso de zelo, quando tão extremado,  inspira dúvidas e indagações.
Afinal, a Justiça do sr. Vidigal é cega ou caolha? Pois ele parece olhar para apenas um lado, perseguindo quem já foi perseguido demais e agora mantém uma rotina inofensiva e produtiva, em perfeita conformidade com a decisão de um presidente da República e da mais alta corte do País.

P.S.: sobre o mesmo assunto, recomendo também a leitura do artigo Caso Battisti: provocações vinculadas? (acessar aqui), do professor da Unicamp e eminente defensor dos direitos humanos, Carlos Lungarzo.

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