COM ZAGUEIROS TRAPALHÕES, BRASIL PERDEU DO CHAVES


Dizem que, quando recomendavam um oficial ao grande Napoleão Bonaparte, este se impacientava com os previsíveis elogios ao currículo militar do candidato. Logo interrompia com a pergunta: “Mas, ele tem sorte?”

Mano Menezes, evidentemente, não tem.

Assumiu a Seleção Brasileira depois do acachapante fracasso de Dunga  em 2010 e porque Muricy Ramalho preferiu se preservar.

Técnicos  astutos evitam a longa travessia de quatro anos até a Copa do Mundo seguinte; sabem que a chance de serem derrubados pelo caminho é muito maior que a de chegarem ilesos à competição máxima do futebol.
Ingênuo, o Mano acreditou que os amistosos servissem apenas para testar jogadores. Não colheu resultados expressivos e, ao mudar o comando da CBF, sua cabeça ficou a prêmio.
Aguentou até a Olimpíada e, se houvesse conquistado uma inédita medalha de ouro para o Brasil, conseguiria mais um tantinho de sobrevida.

Mas, a sorte lhe foi madrasta e o goleiro em quem confiava (o Rafael, do Santos) se contundiu à véspera dos Jogos.

Para piorar, Mano não só havia levado reservas inconfiáveis para a meta, como deixara de fora o melhor zagueiro brasileiro da atualidade, grande responsável pela solidez defensiva corinthiana na Copa Libertadores da América: Leandro Castán.
Deu no que deu: a defesa-peneira do Brasil entregou um gol de mão beijada para o México antes de se completar o primeiro minuto de partida, dando aos astecas a chance de jogarem como gostam, bem fechadinhos lá atrás e especulando num ou noutro contra-ataque.
O Brasil até que fazia por merecer o empate, mas os nossos zagueiros não olharam direito o calendário: na véspera do Dia dos Pais, atuaram como verdadeiras mães para os mexicanos. Deram-lhes mais um gol de presente, incrivelmente desperdiçado (aquela bola no travessão de Fabian). E insistiram, permanecendo pregados no chão num óbvio lance de bola parada.

Mediano, sem carisma, sem malícia, sem sorte, sem nada, Mano deverá ficar também sem emprego quando retornar ao Brasil.

Os candidatos mais cotados para a vaga são os piores possíveis:
  • o ultrapassado Felipão e o  mutreteiro  Luxemburgo, cujas estrelas há muito se apagaram; e
  • o refugão Muricy, que era quase uma unanimidade da primeira vez mas, desde então, mostrou uma faceta assustadora (entrou em pânico poucas horas antes da final do Mundial Interclubes no Japão, desarrumando a defesa e condenado sua equipe a vexatórios 0x4 que poderiam muito bem ter sido 1×7, tais a superioridade e as chances desperdiçadas pelo Barcelona.
O técnico dos sonhos, o melhor com que poderíamos contar: Pep Guardiola.
O menos ruim dos brasileiros: Tite, que é capaz de tirar leite de pedra, como demonstrou no Corinthians.
É com dor no coração que, depois de uma vida inteira defendendo o futebol-arte, sou obrigado a reconhecer: jogando de igual para igual, o Brasil não tem time para encarar a Alemanha, a Espanha e a Argentina (leia-se Messi). 
Então, um Tite pelo menos montaria uma defesa decente, primeiro passo para não sermos humilhados em casa como fomos em 1950.
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