O QUE MUDA COM A MORTE DE CHÁVEZ?

Um velho amigo me cobrou um  artigo desmistificador  a respeito de Hugo Chávez.

Ficou frustrado quando respondi que não pretendia entrar no assunto, por estar contaminado demais pelo fanatismo e consequente intolerância em relação às visões alternativas.

Os que o execravam como tirano, não aceitam meio termo. Idem, os que o endeusavam como grande revolucionário, a ponto de quererem vê-lo sepultado ao lado de Simon Bolivar. E eu estou cansado desses exacerbados tiroteios virtuais que não levam a lugar nenhum, nem fazem a revolução avançar um milímetro.

Contudo, omisso não sou.

Então, quero deixar claro que nunca considerarei viável, nem defensável, nem justificável, nem elogiável, nem aceitável, nem nada, o  socialismo num só país.

Que, para mim, são favas contadas o esvaziamento, a aniquilação ou o desvirtuamento de toda revolução tentada em pequena escala.

E nem sequer encaro como  revolução  a mera conquista do governo, desacompanhada de uma efetiva tomada de poder. Inimigo que continua detendo o poder econômico está longe de haver sido derrotado; apenas espera o momento propício para recuperar a hegemonia política.

Então, independentemente dos méritos e deméritos de Chávez, temo que o chavismo não venha a sobreviver à morte de Chávez, assim como o lulismo morrerá com Lula e o castrismo só durou até a aposentadoria de Fidel.

As duas nações mais importantes que tentaram chegar ao comunismo pela via do socialismo num só país, Rússia e China, acabaram não indo além, sequer, do capitalismo de estado, antes de darem marcha à ré.

Então, nosso verdadeiro desafio é o de recolocarmos a revolução nos trilhos (leia mais sobre isto aqui).

O inimigo a ser vencido é o capitalismo, em todo o planeta.

E só conseguiremos vencê-lo quando finalmente engendrarmos uma onda revolucionária que varra todo o planeta.

Aquela que um dia foi augurada por Karl Marx e Friedrich Engels.

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3 comentários

  1. Celso, a verdadeira revolução que se esperava em 1968 pode estar vindo em Portugal. Acredito eu que você tem visto nos jornais como está se mobilizando a população portuguesa. Se não me engano, 800 mil foram às ruas em Lisboa, nesta segunda-feira. É um tema que requer bastante atenção também.

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  2. Companheiro Barros,

    a crise econômica permanente do capitalismo terminal pode levar à eclosão em larga escala de protestos como o que você citou, até se transformarem em algo maior e mais abrangente. Vamos torcer.

    Mas, é impossível prevermos se o capitalismo ainda conseguirá efetuar uma grande correção de práticas e rumos, para ganhar mais sobrevida.

    O certo é que o modelo atual o encaminha para a extinção; e, se não reagirmos enquanto há tempo, a espécie humana poderá ser extinta junto com ele.

    Abs.

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