QUEM NASCE PARA REINALDO AZEVEDO NUNCA CHEGA A CARLOS LACERDA

“Passei a receber uma porção de ameaças. Como noto que estamos a lidar com gente que é capaz de linchar policiais, é o caso de levá-las a sério. (…) Estou reunindo todas as mensagens, com os devidos IPs — e há registro preciso da hora —, para fazer o normal nesses casos: encaminhar à Polícia.”
O autor desta repulsiva admissão de paúra compulsiva é o Reinaldo Azevedo, blogueiro da Veja. Quando garoto, decerto corria para os braços da Mamãe sempre que algum moleque o chamava para a briga. Agora vai chorar as mágoas no colo do delegado. Que asco!

Também já recebi mensagens e telefonemas ameaçando-me de espancamento e morte. Nunca dei a mínima. Quem quer mesmo matar, vem e mata, não avisa. 
Quando um salafrário começou a me ligar toda madrugada, passei a tirar o fone do gancho antes de ir para a cama.
Só não gostei de saber que havia gente tentando levantar meu endereço; afinal, tinha criança em casa. Então, retirei-o da lista telefônica, evitei torná-lo conhecido por quaisquer meios e, durante alguns tempos, fiquei mais atento à movimentação nos arredores, quando saía e voltava. Nada aconteceu.
Tais episódios datam de vários anos atrás e até agora não sofri nenhum atentado. Nem perdi o sono pensando nisso.
Já o  rato que ruge  da Marginal do Tietê, além de se esconder debaixo da cama quando lhe pregam trotes manjados, não tem sequer o  simancol  de evitar que o distinto público fique inteirado da sua pusilaminidade. Pelo contrário, a exibe como troféu. Pobre coitado!

Quem nasce para Reinaldo Azevedo nunca chega a Carlos Lacerda. O  corvo   tinha muitos defeitos, mas coragem e brilhantismo não lhe faltavam.

Certos discípulos só herdaram seu reacionarismo.

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21 comentários

  1. SO uma coisa a dizer, vc e um idiota responsável, se acha o valentão kk, vc e uma piada.Policia serve pra proteger as pessoas, não há nada de errado com atitude de Reinaldo Azevedo.
    Mas Deus vai te mostrar que você esta errado! Não me diga que e ateu tb, comunistinha…
    OBS. não sou advogado de Reinaldo Azevedo…

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  2. Não vejo nada de errado nele encaminhar as ameaças pra polícia, ele incomoda muita gente perigosa. não me refiro a vc e sim a pessoas poderosas e perigosas de verdade, não maninho metido a valente que batia nos mais fracos na hora do recreio.
    Rodrigo.

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  3. Ao anônimo, respondo que polícia não serve para proteger ninguém de trotes pueris.

    Agora, se Deus me mostrar que eu estou errado, prometo que levarei flores no enterro do sujeito. Mas, apostaria até as calças em que não terei despesas com floricultura…

    Quanto ao Rodrigo, deveria informar-se sobre quem sou eu. As pessoas que poderiam atentar contra mim –antigos torturadores da ditadura militar– são, estas sim, perigosas.

    Mas, sempre me fiei no fato de que burras elas não são e teriam enormes problemas se tentassem algo.

    Então, quando recebi ameaças, não pedi ajuda para ninguém nem me escondi debaixo da cama (como o Reinaldo Azevedo). Apenas fiquei mais atento à movimentação nos arredores do meu lar.

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  4. Ora, diz este blog que “defende a justiça social, a liberdade, os direitos humanos e o exercício do pensamento crítico”, então, todos têm o direito de recorrer à polícia, à justiça. Deixa o cara fazer isso. Penso que este espaço poderia ser bem melhor aproveitado tratando de temas mais sérios ! Ficou ridícula essa “pegada no pé” do Reinaldo.
    Leonidas Arapaho – Florianópolis-SC

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  5. Ora, diz este blog que “defende a justiça social, a liberdade, os direitos humanos e o exercício do pensamento crítico”, então, todos têm o direito de recorrer à polícia, à justiça. Deixa o cara fazer isso. Penso que este espaço poderia ser bem melhor aproveitado tratando de temas mais sérios ! Ficou ridícula essa “pegada no pé” do Reinaldo.
    Leonidas Arapaho – Florianópolis-SC

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  6. O que tem a ver a defesa dos direitos humanos com a iniciativa ridícula de dedurar moleques à Polícia?

    Uma coisa que eu percebi ao receber ameaças virtuais é que partiam quase todas de adolescentes metidos a besta.

    Talvez merecessem que os pais lhes aplicassem umas boas palmadas, mas meter o Estado na jogada é um exagero ridículo e uma péssima utilização dos serviços policiais.

    Independentemente de ter convicções antípodas das do RA, neste caso o que me motivou a escrever o post foi asco mesmo.

    Detesto esta mania de chamarem a Polícia por qualquer insignificância que, com um mínimo de brio, poderiam resolver numa boa. Ou, simplesmente, ignorar.

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  7. É possível que o Reinaldo Azevedo, por ser quem é, tenha motivos de sobra para temer as ameaças que lhe são dirigidas. Assim, nada a estranhar que ele tenha feito, para se proteger, aquilo que todo cidadão deve fazer quando se sentir ameaçado em iguais circunstancias. Isso fortalece o cultivo do respeito que devemos uns aos outros na rede. Poderia, também, não fazê-lo, se quisesse. Questão de escolha, que nada tem a ver, com covardia ou coragem, como você sugere. Elementar: acho que você está se aproveitando do fato para criticar alguém de quem diverge sobre umas tantas coisas.

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  8. “Por ser quem é”? Ué, não conheço nenhum propagandista da direita que tenha sofrido atentado por causa de suas opiniões. Para dizer a verdade, achei o chilique do Reinaldo Azevedo mais autopromocional do que qualquer outra coisa.

    Por experiência própria, sei que esses trotes de mau gosto provém de adolescentes fanatizados. A mim me repugnaria profundamente a idéia de encrencá-los com a polícia, mesmo os que me escrevem grosserias ou ameaçam de morte. Crescerão e, daqui a alguns anos, talvez evoluam e se tornem bem diferentes. Nas situações sob controle, meu lema é “viva e deixe viver”.

    A diferença é que eu estive numa guerra de verdade, então não me assusto facilmente. Já o Reinaldo Azevedo deveria aprender duas ou três coisas com o Carlos Lacerda, que também era jornalista e direitista, mas homem de fibra.

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  9. “Por ser quem é”, sim, na condição de alguém que tem idéias distintas dos “propagandistas da esquerda” e que, por isso mesmo, se vê e se sente ameaçado por eles ou por seus acólitos!

    Se a sua experiência lhe diz que ”esses trotes de mau gosto provêm de adolescentes fanatizados”, isso serve de orientação para você, no cuidado que se disponha a ter ou não em relação à sua própria segurança. Mas não serve, por certo, para nortear a conduta de outrem, que pode ter uma experiência diversa da sua ou, simplesmente, pensar de forma diferente de você a respeito do assunto.

    Por outro lado, assim como não me ocorreria desquafificá-lo por encarar, com naturalidade, ameaças de morte que lhe são feitas na rede, também não considero justa a crítica que você faz a um outro blogueiro pelo simples fato de ele considerar que esse tipo de comportamento não deve ser tolerado, a bem da sua segurança ou, mesmo, da preservação do ambiente democrático.

    Para ser mais preciso, devo esclarecer que não foi tanto a sua crítica que me incomodou, mas a forma como ela feita, abusando de de termos e expressões pejorativas, e o objetivo que teve, de desqualificar o outro e, não, apenas, de expressar discordância em relação às suas idéias ou conduta. Foi por isso que questionei a motivação latente que o levou a fazê-la.

    Por fim, como você afirma que esteve numa guerra, quero crer que tenha lutado em defesa das liberdades democráticas, que não prescindem do respeito que devemos uns aos outros, particularmente quando divergimos das formas de sentir, pensar e agir que definem a a posição de cada um no mundo.

    O meu lema é, também, “viva e deixe viver”. Mas sempre dentro dos limites que demarcam o saudável convívio democrático.

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  10. Não me parece que o Reinaldo tenha ficado traumatizado com a crítica e o estilo deste escriba, já que nada respondeu.

    Então, vítimas de verdade, até agora, só terão sido os blogueiros imaturos em cujo encalço ele colocou a Polícia –se é que cumpriu mesmo a ameaça de os dedurar e se é que as autoridades, em caso afirmativo, tenham levado o caso a sério. Pois não é sempre que têm tempo para perderem com bobagens.

    A guerra que participei foi contra a ditadura militar. Saí dela mais morto do que vivo e lesionado para sempre. Mesmo assim, quando libertado das prisões militares, não vivia com medo da própria sombra, embora ciente de que continuava sendo vigiado (encontrei até prova documental disto no Arquivo do Estado).

    E, por conta de minha participação em debates públicos dos últimos anos, várias vezes fui execrado pelo círculo de antigos torturadores, essas sim pessoas perigosas e com contatos perigosos.

    O próprio Brilhante Ustra e sua esposa lançaram diátribes contra mim, que poderiam incentivar algum fascistinha impúbere a querer virar herói dos reacionários. Mesmo assim, repito, nunca perdi o sono.

    Então, tenho muita moral para cobrar um pouco mais de dignidade e um pouco menos de denuncismo por parte de quem quer que seja.

    Quanto ao estilo irônico e jocoso, é uma marca dos filhos espirituais do saudoso “Pasquim”. Não o empreguei apenas no texto em questão.

    Sempre escrevo assim. E acredito que a minha opção de não levar besteirinhas a sério é a menor das ameaças que pesa sobre nossa (pra lá de) imperfeita democracia…

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  11. Compreendo as suas razões, e as respeito. E lamento, profundamente, que tenha passado pelas agruras que reportou. Nada pode justificar a conduta daqueles que, segundo o seu relato, lhe infligiram tais danos.

    Digo isto mesmo levando em consideração o fato de que nem todos os que lutaram contra a ditadura militar lutaram, necessariamente, a favor da democracia. E digo por duas razões: a primeira delas, por acreditar que você lutou, mesmo, em defesa das liberdades democráticas, e, a segunda, por achar que nem mesmo se você tivesse lutado em prol da implantação de uma ditadura de esquerda no país, mereceria ser tratado como afirma que foi.

    A ditadura se foi. O país precisa,agora, precaver-se contra novas aventura do gênero, patrocinadas por liberticidas de direita ou de esquerda, que são todos, com o perdão da expressão, da mesma laia.

    Obrigado pela atenção que me dispensou.

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  12. Fico contente de ter travado contato com um comentarista tão educado. São raros.

    A acusação de que também estaríamos tentando implantar uma ditadura é muito utilizada por nossos adversários, mas se trata de um simplismo manipulatório.

    O ano de 1968 foi tão rico em acontecimentos e lições que eu até admito tê-lo iniciado como adepto (um tanto relutante, pois era leitor de Kafka e tinha alguma prevenção contra o Estado) da ditadura do proletariado.

    A invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia, contudo, nos impactou fortemente. Então, no próprio congresso da VPR em que fui aceito como militante, definimos que tal modelo não nos servia.

    Mas, como o objetivo final estava muito distante e não valia a pena digladiarmo-nos por algo ainda longínquo, resolvemos defender a instituição de um parlamento no qual estariam representadas todas as forças políticas que houvessem se oposto à ditadura.

    Caberia a tal parlamento definir os novos rumos do País. De nossa parte (VPR), tínhamos plena consciência de que precisaríamos manter uma imagem simpática aos olho do mundo para não sofrermos privações e rigores durante o processo de reconstrução nacional.

    Ou seja, víamos como um imperativo evitar o isolamento, o que implicava em não incidirmos em excessos que pudessem ser utilizados contra nós pela propaganda anticomunista.

    Esta era, em suma, a visão da VPR quando do meu ingresso, oriundo do movimento secundarista. Havia forças políticas programaticamente mais ou menos extremadas do que nós também lutando contra a ditadura.

    Como eram muitos os agrupamentos e nenhum deles tinha força suficiente para se tornar hegemônico, é difícil prevermos o que realmente aconteceria no “day after”. Mas, repito, era bem disseminada a noção de que não deveríamos repetir os erros da URSS, mas criar algo diferente.

    Também é importante levarmos em conta de que nem tudo que constava dos programas era pra valer. Havia partidos e organizações demais tentando ampliar suas fileiras e era comum os possíveis recrutas esperarem posições radicais (detestando a ditadura, acreditavam que quem parecesse mais radical seria quem melhor a combateria…).

    Então, muitos programas revolucionários da época eram bem mais radicais, no papel, do que a disposição dos dirigentes dos respectivos agrupamentos. Serviam mais como cartões de visitas do que como verdadeira síntese das visões e intenções.

    O quadro era praticamente idêntico, p. ex., ao da Resistência Francesa: um sem número de grupos e grupúsculos imantados tão somente pela luta contra o nazismo. E não houve revolução nenhuma em 1945.

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  13. O autor diz não conhecer “propagandista de direita que tenha sofrido atentado por suas opiniões”. Fala também do caráter reacionário de Carlos Lacerda. Ué! E Carlos Lacerda não foi vítima de um atentado? Poder-se-ia, talvez, atribuir esse atentado a outra causa que não as opiniões políticas da vítima?

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  14. Pô, em 1954?! Os autores do atentado da rua Tonelero já morreram faz tempo…

    Na atualidade, até mesmo o Brilhante Ustra, o Major Curió e o cabo Anselmo podem dormir tranquilos.

    E, se nem os que têm tanto sangue nas mãos correm risco, o que dizer de um Reinaldo Azevedo?!

    É mais fácil ele enfartar durante um de seus ataques de paúra do que morrer de morte matada.

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  15. Parabéns, Celso

    Você é uma grande pessoa. Li seus textos e comentários. Você escreve muito bem e sua fala é cheia de razões. Saiba que – apesar das aparências – ainda há sim muitos jovens que reconhecem o valor das pessoas da tua geração. Agradeço por teres ajudado a tirar o nosso país da mãos dos militares e do tio sam.

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  16. Alguém que aos 17 anos já estava na mira de inimigos verdadeiramente perigosos.

    Não eram adolescentes aplicando trotes. Eram os agentes da ditadura militar. que me estouraram o tímpano, por pouco não me mataram (quase enfartei) e assassinaram cerca de 20 companheiros que conheci pessoalmente, inclusive um amigo de infância.

    Como é que você quer quer eu tenha respeito por alguém que se borra todo quando recebe ameaças… por e-mail?!

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  17. Compadre, se há uma figura que não sou capaz de olhar por mais de dois segundos é a desse sujeito, mesmo que assim, em retrato, mimeografado, xerocado ou internetizado. Juro por Deus que tou falando sério: me dá vontade de vomitar. Ex-militante do trostskismo. O que é a vida!

    Quanto a Lacerda, esse era sujeito-hômi, valente como o quê.

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  18. Bom dia Celso. Meu comentário vem muito depois do post em questão, mas somente agora eu conheci seu espaço. Respeito pessoas que tenham coragem para expressar suas opiniões, e neste particular, tanto o Reinaldo Azevedo quanto você, estão nesta categoria. Dizem o que pensam que devem dizer, sem se intimidar com os adversários. Entretanto, buscar ou não as autoridades, para coibir abusos, é uma prerrogativa do cidadão. Nem mais nem menos valente do que outros que agem de outra forma. Pessoas conscientes que praticam atos contrários às regras de civilidade, respeito, e às normas legais, devem sim assumir a responsabilidade por seus atos; independente de suas idades, cores, credos religiosos ou políticos. Estes garotos sabem o que estão fazendo. Portanto não vejo motivo para condenar a atitude do Reinaldo nem para sua repulsa. No mais, Também vivi a época em que você sofreu maus tratos da ditadura de plantão, e mesmo sem que no meu caso tenha sofrido, agressões (passaram perto) eu muito cedo passei a abominar tanto a ditadura militar, quanto à massa de comunistas e esquerdistas de todas as plumagens por conviver e perceber como eram estas pessoas. Acredito em democracia, em responsabilidade pelos atos praticados, em espírito cristão, em moralidade e valores da família. Qualquer tentativa de controlar meu coração ou minha mente é recebido com minha mais veemente resistência e objeção. Portanto, só para constar, creio que você tem assuntos mais pertinentes para trazer a baila em seu espaço, embora tenha o direito de fazer o que quiser com ele. Saudações

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  19. Danir,

    o estilo deveria ser o homem. No meu caso, é. No dele, não é.

    Como qualquer ser humano, fico irritado quando a molecada tenta me intimidar com baixarias e ameaças. Mesmo assim, percebo claramente que não é pra valer e evito açular as autoridades contra tais fedelhos.

    Também consigo identificar quando os que me escrevem são extremistas de direita, antigos torturadores e seus discípulos. Como não sou nenhum leviano e tenho filhas na minoridade, tomo minhas cautelas. Ninguém sobrevive a tudo que eu sobrevivi sem aprender algumas coisitas.

    Mas, nem mesmo nestes casos recorro às autoridades. Se nunca as prezei, eu me consideraria hipócrita se lhes pedisse socorro antes de tentar resolver sozinho os meus problemas.

    Enfim, fiquei realmente enojado ao ver um leão do teclado miar diante de um trote de ginasianos.

    E não costumo me censurar. Foi o que senti, foi o que escrevi.

    Abs.

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