O ROAD MOVIE DA ERA DA CONTESTAÇÃO: "SEM DESTINO"

Dois filmes memoráveis apresentaram ao mundo os movimentos e a cultura de contestação que fermentava nos EUA no final da década de 1960, tendo como principais vetores o rock, o LSD, a revolução sexual e o repúdio à Guerra do Vietnã. 
Sem Destino (Easy Rider, 1969) o fez contando a história de dois hippies que saem em busca da verdadeira América, refazendo o caminho dos pioneiros com suas motos. Só que, quanto mais se afastam das grandes cidades, mais encontram a ignorância, o conservadorismo e a intolerância. 
Dennis Hopper dá um show de direção, além de ter escrito o roteiro a seis mãos com Peter Fonda e Terry Southern. Ele e Fonda interpretam os motoqueiros Billy e Wyatt, cujos nomes são alusões aos personagens míticos do velho Oeste, o pistoleiro Billy the Kid e o xerife Wyatt Earp. 
Jack Nicholson, como o advogado bêbado, teve sua primeira grande atuação, chegando a ofuscar Fonda e Hopper. 
Destaque também para a trilha sonora recheada de clássicos do Steppenwolf (“Born To Be Wild” e “The Pusher”), Jimi Hendrix (“If Six Was Nine”), The Birds (“Wasn’t Born To Follow”), etc.
Adiante postarei também o segundo filme a que me refiro na abertura: o documentário Woodstock.

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2 comentários

  1. Sabe o que estava por trás dessa declaração? É que o velho reaça era geralmente poupado pelos críticos e pela esquerda, que não queriam chocar-se com um mito popular.

    Mas, a coexistência pacífica acabou quando ele protagonizou e co-dirigiu uma apologia da intervenção estadunidense no Vietnã, “Os boinas verdes”, tendo como produtor seu filho mais velho, Michael. Aí o mundo desabou na cabeça dele.

    Com certo atraso, aliás. Ele já fizera por merecer tal repúdio quando se empenhou ao máximo na desqualificação de “Matar ou morrer”, um dos filmes mais corajosos da história do cinema.

    Fingindo não perceber que a história era uma crítica claríssima ao macartismo e aos fãs que abandonaram seus ídolos quando estes estavam sendo triturados pelos caçadores de bruxas, Wayne esculhambou o filme sob a alegação de que mocinho de verdade não precisa do apoio de ninguém para enfrentar os bandidos.

    Daquela vez, pelo menos, esperou cinco anos para travar o mau combate (ele falou essa bobagem quando interpretou um xerife que enfrentava problema semelhante, em “Onde começa o inferno”).

    Mas, quando se solidarizou à Guerra do Vietnã bem no momento em que os jovens eram laçados para morrer num conflito sem sentido, a condescendência com ele acabou.

    Daí todo seu mau humor em relação ao “Easy Rider”, um filme bem representativo da juventude que preferia fugir para o Canadá do que lutar no Vietnã.

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