PETISTAS SE SOLIDARIZAM AO "COMPANHEIRO" PIZZOLATTO. PODE?!

Uma internauta que divulga sistematicamente mensagens petistas me mandou e-mail defendendo… o “companheiro” Pizzolatto!!!

O tal que era diretor de Marketing do Banco do Brasil e escafedeu-se para a Itália a fim de não cumprir a pena de 12 anos e 7 meses que recebeu na ação penal 470. 
O tal que, antes do mensalão, teria cometido crime contra o sistema financeiro, motivo pelo qual estava respondendo a um segundo processo, este na Justiça do RJ.
O tal que admitiu haver recebido um envelope com R$ 336 mil do esquema do mensalão, mas afirmou tê-lo entregue ao PT sem abrir.
O tal que se queixava de ter sido abandonado pelos petistas a partir de 2005.

O tal que, durante o julgamento, acusou executivos do BB de terem autorizado, junto com ele, repasses que abasteceram o mensalão.
O tal que, novamente tentando safar-se por meio da incriminação de outros, alegou haver cumprido ordens de Luiz Gushiken -sem convencer os juízes do STF, pois o digno e saudoso ex-ministro foi absolvido e ele, condenado.
Enfim, se um indivíduo desses agora é referido como companheiro, o Marcos Valério tem todo direito de reivindicar o mesmíssimo tratamento…
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12 comentários

  1. Desculpe, companheiro. Sei que o Sr.está em campo oposto ao PT e tenho, mesmo a distância, lido sobre a sua luta e respeito o senhor. A revista Retratos do Brasil traz na sua edição de maio reportagem de revista inteira falando sobre o mensalão do PT e prova através de documentos que Henrique Pizzolato pode ser culpado de outros crimes, mas não, esse pelo qual foi condenado num julgamento midiático contrariando a constituição e o estado de direito, coisas das quais o Sr. foi vítima e se indigna constantemente nestas páginas. Sei que muita gente da esquerda (pelo menos muitos se dizem assim) estão estão comemorando este baque do PT. Não estão contribuindo em nada para combater a direita. Em nota divulgada pela família Pizzolato afirma que se entregará a justiça da Itália e se submeterá a julgamento lá. Vamos ver

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  2. Pô, meu caro professor, depois de tudo que escrevi você ainda vem defender esse cara?! Alguém que tentou atirar as culpas para todo lado, inclusive para cima do coitado do Gushiken?

    Ao alegar que a culpa era de outros diretores do BB e do velho nissei, ele próprio reconheceu que alguma culpa existia e que a única inocência que lhe interessava era a pessoal. Em português claro: queria tirar o dele da reta e estava se lixando para quem ficasse no seu lugar.

    O que nos importa, afinal, se ele entrou de otário ou era, isto sim, o mais esperto de todos? Um sujeito desses merece alguma solidariedade de nossa parte?

    O que ajuda a direita é essa promiscuidade entre a esquerda e os criminosos do colarinho branco. São os beijos e abraços que o Lula troca publicamente com o Maluf. Não a coerência de quem repudia tal promiscuidade.

    Com todo respeito, professor.

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  3. Com todo respeito, Senhor Lungaretti, se fiz o comentário foi justamento porque li tudo o que o senhor escreveu, e, claro, não concordei.. Me referi ao exemplar de maio da revista Retrato do Brasil do respeitado jornalista Raimundo Pereira. Da sua resposta, infiro que o senhor não a leu. Não estou dizendo que Pizzolato é santo, que Genoíno é santo, pois nem eu sou santo. Estou argumentando, baseado nos documentos expostos na revista, que os crimes pelos quais pizzolato foi condenado na ação 470 foram, pelo procurador geral da república e por Joaquim Barbosa construídos de modo a criar a sequinte situação: O PT montou uma equipe para desviar recursos públicos do banco do Brasil e o operador dos desvios dentro do BB era Pizzolato e que isso é o que dá toda a base para o julgamento seguir nos moldes de formação de quadrilha, peculato, lavagem, etc. A revista afirma que sem a condenação de Pizzolato, nestes termos, o julgamento não teria se desenrolado do jeito que foi. O PT construiu caixa dois de campanha, o que é crime e passível de cadeia. No mensalão o PT foi julgado e condenado por tudo, menos por caixa dois.

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  4. Seria falsa, companheiro. Toda a minha experiência e meus instintos me dizem que esse cara não passa de um criminoso do colarinho branco. Conheci alguns, na minha atuação jornalística. Tinham perfil bem semelhante.

    Para começar, ele implicitamente reconheceu que havia um fato criminoso ao alegar que outros diretores do Banco do Brasil também autorizavam as operações; ao admitir que recebeu R$ 336 mil, acrescentando que entregou o envelope ao PT sem abrir; e ao dizer que obedecia a ordens do coitado do Luiz Gushiken.

    Ou seja, ele só queria safar-se da cadeia, nem que tivesse de colocar o Gushiken, seus colegas do BB e o petista destinatário do tal envelope atrás das grades. O STF, mostrando que não é tão ruim assim no julgamento de caráter, absolveu o Gushiken e condenou o Piazzolatto.

    Depois, há o fato de que em 2004, antes mesmo do mensalão, ele teria cometido um crime contra o sistema financeiro. Teriam-no acusado duas vezes de práticas semelhantes, das quais era inocente? É difícil de engolir.

    Por último, parece-me que a imprensa não estranhou o fato de ele ter dupla nacionalidade exatamente no momento em que tanto precisava dela. Mas, isto me chamou a atenção.

    Quando saí da prisão, estava tão magoado com o Brasil que até pensei em reconstruir minha vida na Europa, longe da maldita ditadura. Como sou neto de italiano, tentei tirar passaporte. Constatei que teria de levantar um montão de papéis lá na Itália, difíceis de encontrar; bancar traduções juramentadas dos outros tantos que precisaria garimpar cá no Brasil; gastar uma grana preta e esperar meses, talvez anos. Desisti, claro. Mas, tenho parentes que percorreram tal via crucis e quase arrancaram os cabelos de tanta raiva.

    Quem não mediria esforços para ter uma via de fuga preparada em caso de emergência? Um criminoso sofisticado, claro. É outro detalhe que faz parte do perfil.

    Na verdade, eu me interessei primeiramente por ele em função do desinteresse da Polícia Federal em evitar sua fuga. Fiz um primeiro artigo comparando o nenhum empenho das autoridades quando se trata de exercerem seu dever em relação a um executivo de banco, comparativamente à prisão totalmente inútil do Battisti e do Joseba Gotzon.

    Só que, quanto mais lia sobre esse fulano, mais me espantava que ele o pessoal do PT estivesse envolvido com ele. Pareceu-me um Valério em miniatura.

    Eu não sou advogado nem jurista. Mas, desde muito cedo aprendi a julgar pessoas, talvez porque a bagagem literária nos facilite esse tipo de compreensão.

    E não tenho a mais remota dúvida de que esse cara é tudo, menos alguém que mereça a solidariedade de esquerdistas.

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  5. Não se trata de instinto aqui, Companheiro. Não se trata de dizer que Pizzolato é um santinho, já disse. Trata-se da montagem feita pelo Procurador Geral da República, junto com Joaquim Barbosa e a mídia corrupta para transformar um crime de caixa dois (passível de cadeia, repito) no “maior escândalo da República brasileira”. Isso não tem nada a ver com combate a corrupção. Isso tem a ver com a volta da direita ao poder. Isso tem a ver com a estratégia usada pela direita e pela mídia de transformar o Brasil num “mar de lama”. Enquanto não diz em uma palavra sobre a lama da Alstom, da Siemens, da privataria, do Mensalão tucano, da compra de votos para a reeleição, das ambulâncias superfaturadas, etc, etc, etc. A mesma estratégia usada contra Getúlio, Juscelino e Jango. Não passarão.
    http://amoralnato.blogspot.com.br/2013/11/pizzolato-revela-na-italia-dossie-que.html

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  6. Pessoal, não percam tempo com o Lungaretti, ele é um cara legal, tem defendido alguns pontos de vista pertinentes, mas as vezes não conhece o assunto sobre o qual dá pitacos….então fala bobagem, e aí não adianta discutir com ele, é perda de tempo mesmo.

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  7. Prezados,

    ou vocês não leram o meu post, CUJAS INFORMAÇÕES SÃO RIGOROSAMENTE EXATAS, ou não entenderam, ou se tornaram aqueles homens unidimensionais de que falava o Marcuse, totalmente bloqueados para o “outro lado”.

    Afora ser um mais do que evidente criminoso do colarinho branco, o Pizzolato teve um comportamento horroroso no julgamento do mensalão, incriminando até o Gushiken para tentar se safar.

    Não entendo por que vocês estão gastando tanta vela com um dos piores defuntos do episódio.

    Se querem saber, o único motivo pelo qual vem sendo defendido pelas hostes petistas -depois de se queixar estridentemente de que o estavam abandonando- é seu potencial de risco. Ele não vale pelo que é e inocente nunca foi. Ele vale pelo que poderia dizer e até agora não disse. Mais nada.

    A situação ambígua em que o PT se colocou, ao incidir nas ilegalidades que sempre criticara na política oficial, irradia ambiguidades em círculos concêntricos.

    De repente, até o mais reles Pizzolatto se torna inatacável, pois constatar o que ele realmente é seria fazer o jogo da direita.

    Este jogo eu nunca jogarei. Já disse um sem-número de vezes que continuo fiel aos princípios das primaveras de 1968. Para mim, “só a verdade é revolucionária”.

    Livrar a cara do Pizzolatto pode ser conveniente mas, de minha parte, danem-se as conveniências! Luto pela sociedade nova, do homem novo. Não por uma sociedade velha em que o poder esteja nas mãos de esquerdistas que se comportam como homens velhos.

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  8. Avelino,

    suponho que seja uma ironia.

    Mas, há outro atrativo neste blogue: é onde os leitores podem encontrar visões alternativas à dominante na esquerda.

    Eu me tornei esquerdista num momento muito especial da história brasileira, quando a esquerda estava saindo de décadas de stalinismo.

    Então, em 1968 passamos a considerar que qualquer tese oriunda do campo da esquerda revolucionária deveria ser discutida sem restrições, respeitando-se sempre os ADVERSÁRIOS de momento.

    Já INIMIGOS a serem combatidos encarniçadamente e sem tréguas, para nós, eram os defensores do capitalismo e da ditadura.

    Infelizmente, o autoritarismo voltou a predominar na esquerda depois da derrota da luta armada, agravado mais recentemente pelo potencial que a internet tem de amplificar a intolerância e o maniqueísmo.

    Então, esquerdistas que discordam da “linha justa” em meras nuances, acabam sendo alvos dos rolos compressores que tentam manter o monolitismo a qualquer preço.

    Não digo que seja este o espírito dos que se indignaram com a minha desmistificação de algumas versões convenientes acerca do mensalão. Refiro-me ao ataque concertado contra eu e o Lungarzo por defendermos a Anistia Internacional; e a mim, por desde o primeiro momento da crise hondurenha ter alertado que o Zelaya não passava de um bunda mole inconfiável, bem como por nunca ter omitido que Gaddafi era um tirano dos mais truculentos.

    No entanto, as minhas posições faziam sentido numa ótica de esquerda.

    Muito mais importante do que o fato de a AI eventualmente denunciar governos bolivarianos era a ajuda que nos poderia prestar em episódios brasileiros.

    Endeusar um presidente que se deixou colocar num avião em pijamas, despachado de Honduras com um pé na bunda, equivalia a flertarmos com a derrota. Os esforços para recolocá-lo no poder eram louváveis mas, se ele próprio os liderasse, estavam fadados ao fracasso. Não foi exatamente o que aconteceu?

    Finalmente, fecharmos os olhos às atrocidades de Gaddafi contra seu povo apenas porque confrontava os EUA (sendo, no entanto, amigo desde criancinha do Berlusconi…) desmoralizava a própria luta que travamos contra a ditadura. Daríamos razão à direita, que nos acusa de combatermos apenas as ditaduras contrárias a nossos interesses.

    Com muito estresse, desgaste pessoal e perdas, mantenho este espaço como uma trincheira da esquerda libertária e do pensamento crítico. O importante, para mim, não são aceitação e aplausos (que geralmente não obtenho…), mas sim o fato de estar estimulando reflexões importantes.

    E também o de estar provando que se pode sobreviver politicamente sem vergar-se à intolerância da maioria. Isto é fundamental porque as revoluções costumam partir de minorias dentro do próprio campo da esquerda, que se tornam as forças dominantes em circunstâncias muito especiais (crises agudas) e aproveitam bem a brecha histórica favorável.

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