O FILME SEMPRE LEMBRADO PELA PARTIDA DE XADREZ COM A MORTE

Ingmar Bergman é um dos maiores cineastas do século passado, mas tenho alguma incompatibilidade estética com a maioria dos seus filmes. Não dão liga comigo.
O que não me impede de gostar muito de O Rosto (1958) até o finalzinho, que até fez sentido (artistas, afinal, não prevalecem sobre a classe dominante em nossa sociedade), mas quebrou meu barato; de O ovo da serpente (1977) enquanto mostra os efeitos da hiperinflação sobre a Alemanha, só que, ao enveredar pela gênese do nazismo, o mestre (na minha humilde opinião) excedeu-se nos clichês; e de A hora do amor (1971), sem restrições.
O sétimo selo (1956), o filme que hoje vocês podem ver no blogue, apresenta a Idade Média exatamente como eu a concebo: um enorme retrocesso na escada da civilização, um tempo de trevas, fanatismo, massacres e pestes. E é inesquecível a partida de xadrez travada pelo cavaleiro com a Morte, que vai se desenvolvendo a cada encontro entre eles; com isto, ele ganha pelo menos um tempo a mais, afora a possibilidade remota de vencer a Ceifadora e continuar vivo. . 
Não o considero perfeito -há trechos algo piegas-, mas é um grande filme, que, decerto, satisfará aos leitores deste blogue (espero…).
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