MUNDIAL 2014/1º DIA: BRASIL VENCE AOS TRANCOS E BARRANCOS

Melhor da partida, Oscar calou a boca dos que queriam vê-lo no banco.

A Seleção Brasileira estreou com vitória no Mundial da Fifa 2014, derrotando a Croácia por 3×1 na arena corinthiana.

De positivo, destacam-se:

  • os lampejos de Neymar, principalmente ao empatar a partida com um excelente arremate de fora da área (mas, demonstrou novamente que não deve ser ele o cobrador de pênaltis);
  • a consagradora atuação de Oscar, o melhor em campo;
  • a combatividade e eficiência do zagueiro David Luiz, bem secundado por Thiago Silva;
  • o desempenho auspicioso dos reservas Hernanes e Bernard, que se qualificaram para a titularidade.
Quando Fred está em campo, o Brasil joga com dez.

De negativo:

  • a esquematização tática deficiente do Brasil que, no 1º tempo, não levava perigo e deixava espaços imensos para o contra-ataque croata nas costas de Daniel Alves, só começando a se encontrar na partida graças a um lance de habilidade individual de Neymar;
  • a inutilidade de Fred, que não fez absolutamente nada no jogo inteiro (o fato de o medíocre juiz japonês ter inventado pênalti numa jogada dele não é meritório nem lhe serve de atenuante, o prazo de validade dos centroavantes de uma única bola venceu há muito tempo);
  • as más fases de Paulinho e Daniel Alves;
  • as evidentes limitações do Hulk;
  • a também evidente insegurança do goleiro Júlio Cesar, que falhou feio num cruzamento perigoso (inexistiu a carga assinalada pelo apitador, não se tratando, contudo, de gol anulado, pois os zagueiros brasileiros já haviam parado no lance) e bateu roupa duas vezes seguidas no final da partida, o que pode ser aceitável no futebol canadense, mas não por aqui. 
O vilão do jogo: ele deslustrou a vitória brasileira.

Ter necessitado do apito amigo para se impor à Croácia, 18ª colocada no ranking da Fifa, não é bom sinal. Embora nosso material humano fosse muito superior ao do adversário, quase pagamos caro por termos as costas voltadas à modernidade futebolística. A Croácia só conseguiu endurecer o jogo porque tinha técnico competente e atualizado. É simples assim.

Resta saber se o Felipão fará as alterações que se impõem, sacando Júlio Cesar, Daniel Alves, Paulinho, Hulk e Fred. Se trocar pelo menos três deles, nossas chances aumentarão muito. Os 11 titulares de hoje só seriam campeões por milagre ou em função dos erros de arbitragem que costumam beneficiar os anfitriões (a Inglaterra que o diga: levantou a taça em 1966 graças a uma bola que não entrou…). 

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1 comentário

  1. ou seja: se passarmos de fase em primeiro(o que muitos dizem)e se passar,no primeiro jogo das oitavas de final sábado em Belo Horizonte(com a provavel presença de Aécio Neves),o time da CBF sai da copa! pois Holanda ou Chile e principalmente Espanha(um desses 3),tiram facil. e se for Espanha segunda no grupo B,um abraço time da CBF!

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