MUNDIAL 2014/18º DIA: O FAVORITISMO É LARANJA.

A Holanda mostrou como uma seleção de verdade enfrenta as dificuldades, ao conseguir uma virada espetacular sobre o México no Castelão. Manterá os 100% até o fim da Copa?
Evidentemente, o calor de 32º a prejudicaria mais do que aos astecas. Assim, passou o 1º tempo inteiro poupando forças e, embora tenha tomado alguns sustos, manteve a situação sob controle. Poderia até ter saído com a vantagem, se o soprador de apito português houvesse assinalado um pênalti clamoroso sobre Robben, atingido sucessivamente por dois adversários.
Logo no início da segunda fase, contudo, Giovani dos Santos fez um golaço ao arrematar de fora da área, mesmo cercado por três adversários. 
Frieza de Huntelaar para decidir aos 47′ do 2º tempo
Foi uma desagradável surpresa para os laranjinhas, pondo por terra seu plano de acelerarem o jogo na etapa final e vencerem com facilidade. 
O técnico Van Gaal fez as alterações corretas para tornar seu selecionado mais agressivo, inclusive sacando Van Persie que, aos 30 anos, mostrava sentir os efeitos da canícula.
Do outro lado, o treinador Miguel Herrera consentiu (disse que os jogadores o fizeram por conta própria) no recuo do México para segurar o resultado, o que quase nunca dá certo.
O empate demorou a sair por causa de um milagre e outras boas defesas do goleiro Ochoa, mas Robben crescera de forma impressionante e desequilibrava o jogo. A atônita defesa mexicana acabou deixando Sneidjer desmarcado, na linha de área. Ele apanhou um rebote e, com um petardo no canto, fez também seu golaço, aos 44′. O ótimo Ochoa nem se mexeu, pois de nada adiantaria.
Frente a frente, os dois melhores em campo.
A Holanda, claro, não queria a prorrogação, e foi pra cima dos mexicanos com tudo. Robben fez um carnaval na linha de fundo e, quando puxava a bola para ganhar condições de arremate, o precipitado Rafa Márquez colocou a perna no caminho. Pareceu-me que o holandês poderia pular, mas preferiu ir ao encontro do obstáculo para caracterizar o pênalti. Quem manda o outro ser tão estabanado numa hora dessas?! 
Huntelaar fez uma cobrança seca e indefensável, aos 47′. A Holanda deu uma demonstração de força que confirma sua condição de principal candidata ao título. O México jogou como nunca durante 50 minutos, mas depois perdeu como sempre.
ANTES QUE EU VOLTE A SER NADA

No jogo do Nhô Ruim contra o Nhô Pior, a Grécia conseguiu não vencer uma Costa Rica que estava com dez jogadores desde os 21′ do 2º tempo, quando Duarte foi merecidamente expulso. Ou seja, contando a prorrogação, teve uns 55 minutos para garantir a vaga com a bola rolando. Sua incompetência foi castigada.
Classificação dramática: Costa Rica chegou onde podia.
O placar ficou no 1×1 do tempo normal. Na decisão por pênaltis, o goleiro costarriquenho Navas, que já vinha sendo o melhor jogador em campo, defendeu a forte cobrança de Gekas e resolveu: 5×3 para Nhô Ruim.
A Holanda já está nas semifinais. O próximo jogo será treino.
De nove pênaltis, gregos e costarriquenhos deixaram de converter apenas um -mesmo assim por mérito do goleiro, e não por demérito do cobrador. Uma lição dos pequenos para certos grandes que  vacilam nos momentos cruciais. O comentarista internacional Clóvis Rossi acertou na mosca ao escrever que o Brasil foi “medíocre até nos pênaltis (errar dois em cinco é feio)”…
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1 comentário

  1. Clovis Rossi é um reaça de mão cheia. mas nesse ponto,está certissimo. sobre a Holanda,vejo o mesmo filme de 2006 com a Itália.vão se consagrar no Maracanã!

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