POR QUEM TORÇO? PELA ESPUMA BLANCA DE LATINOAMERICA!

Para mim, ser revolucionário é sinônimo de ser internacionalista, pois considero axiomático que, ou nos libertaremos em conjunto, ou as revoluções num só país continuarão sendo isoladas e destruídas ou descaracterizadas. 
Tenho muito mais a ver com um explorado do 1º mundo do que com um patrão cá do 3º. Os pobres de todos os quadrantes são meus irmãos. Os burgueses brasileiros são meus antípodas e inimigos.
Então, nunca o Hino Nacional me arrepiará tanto quanto a Internacional, e até a Marselhesa. [Aliás, eu sempre lastimarei que tenham trocado nosso primeiro hino, viril e afirmativo, por esse cuja letra rococó foi escolhida em concurso de versos. Entre “Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil!” e “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas” há anos-luz de distância, poética e política.]
Mas, os esportes são lúdicos e os motivos de nossas devoções esportivas, idem. Muito antes de definir a minha personalidade, eu já me sentia parte não de um país, mas de um conjunto de nações: a América Latina. Tão semelhantes e tão conflitantes, porque isto foi sempre  o que os donos do mundo quiseram: dividir para reinar.
Na Copa de 1958, aos sete anos, eu só torcia para o Brasil. Já na de 1962, eu era Brasil, e também Argentina, Uruguai, Chile, México, até Colômbia. Não sei bem por que, mas já via os hermanos como meus iguais. E nunca mais mudei. Senti-me tão campeão em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, quanto em 1978 e 1986.
Torço desta vez pela Argentina, Brasil, Colômbia e Costa Rica (1). Qualquer um que ganhar, estará bem ganho. Pois somos todos iguais: explorados, manipulados, aviltados, tendo -suprema humilhação!- de acompanhar os feitos de nossos principais craques pela tevê, pois são arrancados de nós, por razões de grana maior, tão logo despontam para o estrelato.
Se o que resta à minha alma cativa é só um gemido (2),  gemerei com toda força estes versos:
“Tenga como colores
La espuma blanca
De Latinoamerica
Y el cielo como bandera”

  1. Sem, evidentemente, acreditar que os costarriquenhos sejam algo além de simpáticos coadjuvantes. Vejo a Argentina com maiores chances, seguida pelo Brasil e Colômbia. Caso nenhum deles esteja na final, só me restará torcer pelos laranjinhas, que desde 1974 vêm tornando mais alegre e gratificante o futebol.
  2. Alusões à canção “Sangue Latino”, de João Ricardo e Paulino Mendonça.
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1 comentário

  1. costa rica é muito dificil. brasil x Argentina?nem a FIFA quer.já viu o clima hostil entre Brasileiros e Argentinos. se é pra acabar a copa bem,melhor que os 2 saiam.não quero ver o país ganhando e ao mesmo tempo provocando mortes com nossos irmãos argentinos!

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