MUNDIAL 2014/31º DIA: FRÁGIL NA DEFESA E IMPOTENTE NO ATAQUE, BRASIL SE DESPEDE SOB VAIAS.

O Brasil mereceu terminar o Mundial sob estrepitosas vaias, derrotado por 3×0 na disputa do 3º lugar, em Brasília. Nem quero imaginar o que aconteceria se os laranjinhas estivessem jogando pra valer. 

Evidentemente, a falta de Thiago Silva em Robben foi cometida fora da área e De Gusmán estava um tantinho adiantado ao iniciar a jogada do segundo gol. Mas o árbitro errou também ao não expulsar o brasileiro -o que, no primeiro minuto de jogo, talvez nos acarretasse um prejuízo ainda maior. E o impedimento só era fácil de se constatar em câmara lenta.
O certo é que, mesmo mexendo enfim no time (suas alterações, contudo, equivaleram a trocar seis por meia-dúzia), o Felipão continuou errando. 
Perderam. Vão mesmo pro inferno? Quanto antes, melhor!

Para começar, mandou os jogadores caírem matando em cima dos holandeses e, logo no primeiro contra-ataque, Robben já ficaria cara a cara com o Júlio Cesar, não fora a infração.  Aliás, a Avenida Maxwell persistiria sendo a melhor opção para os ataques adversários até o apito final.

A defesa também voltou a bater cabeça. O tento de Blind, aos 15′ do 1º tempo, resultou de um erro grotesco de David Luiz, ao devolver para a marca do pênalti um cruzamento que poderia ter direcionado à linha de fundo.
Com 2×0 (o primeiro gol havia sido de Van Persie aos 2′, cobrando inapelavelmente o pênalti mal marcado), a Holanda sentiu-se segura para deixar o jogo arrastar-se pelos 75 minutos restantes, enquanto o Brasil transpirava muito mas não tinha inspiração nenhuma, carecendo como nunca de um meio de campo criativo. Teve algumas oportunidades, desperdiçou-as e acabou desanimando, num reconhecimento implícito de sua impotência ofensiva.

Perigosa nas poucas estocadas que dava, a Holanda chegou ao 3º gol no apagar das luzes, com Wijnaldum concluindo bem uma jogada iniciada por Robben.  Eles conseguiam aliar a rapidez à objetividade; nós, pelo contrário, tropeçávamos nas próprias pernas.
Enfim, nunca valorizamos mesmo o 3º lugar e talvez este novo fiasco nos seja de algum proveito: serviu para demonstrar mais uma vez, se necessário fosse, a péssima qualidade do trabalho da comissão técnica, que precisa ser imediatamente destituída. 
Perder dos dois representantes dos centros futebolísticos mais avançados (Holanda e Alemanha), empatar com duas medianas seleções latino-americanas (México e Chile) e só vencer rivais sem tradição (Croácia, Colômbia e Camarões), marcando 10 gols e sofrendo 14, está muito longe de ser uma campanha aceitável para pentacampeões do mundo. Mesmo pegando moleza na fase de grupos, terminamos o Mundial com míseros 52,4% de aproveitamento; no Brasileirão 2014, isto equivaleria à 8ª colocação. É preciso dizer mais?
Não podemos esperar até abril de 2015, quando terminará o mandato de José Maria Marin, para iniciar a estruturação de uma seleção de verdade. Chega de desperdiçarmos o tempo que nos fará falta adiante. Felipão e Parreira têm de sair. Já!

A decadência vem de longe. Vejam a equipe titular do 
Felipão perdendo do time reserva do Tite em 2012.
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