CONHEÇA UM EXEMPLAR MARCANTE DO TERROR CLÁSSICO BRITÂNICO

Os europeus sempre primaram por deitarem e rolarem em cima do cinema estadunidense em termos de qualidade, embora nunca tenham podido competir com ele no terreno dos investimentos e do marketing. 
Até mesmo o western, o filão made in USA por excelência, os italianos reinventaram. E os melhores policiais são os franceses; as melhores comédias, as italianas; e o melhor terror, disparado, o britânico das companhias Hammer e Amicus, no período que começa no final da década de 1950 e se estende pelos anos ’60 e ’70 adentro.
Sem as maldições dos efeitos especiais e da obrigatoriedade de mimar o público-alvo adolescente, que mataram boa parte da vida inteligente no gênero, o forte eram as histórias muito bem boladas, o clima tenso e a sempre correta interpretação de atores característicos como Christopher Lee e Peter Cushing, os melhores Drácula e Van Helsing de todos os tempos.
Ambos estavam no auge quando atuaram em As profecias do dr. Terror (d. Freddie Francis, 1965), o filme para ver no blogue que vocês podem apreciar na janelinha abaixo, com legendas em português.
Lee e Cushing, os grandes astros da Hammer.
Deve ter sido o primeiro longa da época a reunir vários contos macabros com um fio condutor qualquer. Neste caso, um sinistro leitor de tarô (Peter Cushing) que, numa viagem de trem, vai revelando o que parece ser o futuro dos seus companheiros de vagão, dentre eles Christopher Lee e um Donald Sutherland ainda meio travado, bem no início de sua cinquentenária carreira.
Na mesma linha, o artesão Freddie Francis dirigiria depois As torturas do dr. Diabolo (1967), Contos do além (1972) e Testemunha da loucura (1973); o ótimo Roy Ward Baker, cujos voos mais altos incluem a melhor versão cinematográfica da tragédia do Titanic (Somente Deus por testemunha, 1958), assinou O asilo do terror (1972) e A cripta dos sonhos (1973); o mediano Peter Dufell foi incumbido de A casa que pingava sangue (1971), cujo destaque são os criativos enredos do roteirista Robert Bloch; e o também mediano Kevin Connor, em momento inspirado, fecharia o ciclo com o surpreendente Vozes do além (1974). O principal diretor da Hammer, Terence Fisher, parece ter sido preservado para projetos mais ambiciosos em termos comerciais.

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