MINO CARTA ESTÁ CONTRA MARINA. ELA JÁ PODE ENCOMENDAR O CHAMPANHE…

Ótima notícia para Marina Silva: a bússola invertida Mino Carta aposta na sua derrota. É certeza de vitória.
CartaCapital acredita que nas mãos da ex-seringueira o destino do Brasil não seria promissor. Mas acredita também que desta feita o País saberá evitar o risco”, escreveu Mino, com a mesma arrogância dos tempos do Caso Battisti, quando não só acreditava que o perseguido político italiano seria extraditado, como tornou sua revista um house-organ piorado, na vã tentativa de fazer a profecia virar realidade.
Assim, entulhou-a, edição após edição, com uma verdadeira overdose de  textos falaciosos e panfletários, indefensáveis à luz dos critérios jornalísticos e só explicáveis por sua obsessão em tanger os acontecimentos para o rumo que desejava. Fracassou rotundamente.
A decisão altaneira do presidente Lula, referendada pelo STF, de rechaçar a pretensão italiana, foi uma das mais passagens mais humilhantes de sua carreira. Além de desmoralizar-se grotescamente na defesa de uma péssima causa, Mino saiu com o rabo entre as pernas, tendo, ainda, de engolir que a influência real da sua revista é nenhuma.
Eis o que escrevi sobre ele e seu pasquim (no mau sentido), quando comemorávamos a mais épica vitória da esquerda brasileira nesta década:

É uma revista que não leva o nome do dono por acaso: Mino Carta erige suas paixões e idiossincrasias em linha editorial.

Sendo admirador fervoroso do antigo Partido Comunista Italiano, é, coerentemente, inimigo furibundo dos agrupamentos mais à esquerda e dos veteranos da luta armada nos dois continentes. 

Mas, seus defeitos vão além da megalomania e espírito revanchista:

  • insincero, nunca admitiu para seus leitores o real motivo de sua perseguição inquisitorial a Cesare Battisti, qual seja o de ser o escritor um remanescente das batalhas que a esquerda autêntica italiana travou contra o aburguesamento do PCI; 
  •  intolerante, retirou-se do próprio blogue por não suportar as contestações dos internautas; 
  • e pusilânime, várias vezes fingiu ignorar os desafios que o Rui Martins e eu lhe lançamos, para debater com um de nós o Caso Battisti (chegou a trombetear triunfalmente que o Zé Dirceu esquivara-se de um confronto com ele, mas emudeceu quando ofereci-me para substituir o Zé, disposto a duelar nas mesmíssimas condições).
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7 comentários

  1. As mais recentes pesquisas corroboram o jornalista Mino Carta. Marina Silva caiu em todas as regiões. Em SP, a sua “fortaleza”, a diferença para Dilma caiu de 17 pontos para apenas 4! O primeiro turno vai terminar mais ou menos nos patamares de 2010: Dilma eleita ou ficando para o segundo turno por pouco, Aécio e Marina somando cerca de 20% cada um.

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  2. Aposte no taco de quem quiser, Marcosumag: no meu, que sempre afirmei que o Battisti não seria extraditado, ou no do inquisidor Mino Carta, que tudo fez para que o Brasil se portasse como capacho da Itália.

    As pesquisas, ao contrário do que a propaganda enganosa tenta fazer crer, estão estacionárias, com cenários consolidados:

    1) é praticamente impossível que não haja 2º turno;

    2) quem quer que vá para o 2º turno, seja Marina ou seja Aécio, vencerá;

    3) é bem melhor que seja a Marina, PERTENCENTE AO CAMPO DA ESQUERDA, apesar de todas as calúnias e do jogo sujo eleitoral mais imundo que eu vi na minha vida inteira.

    Anote e confira depois. O Mino colecionará mais uma derrota, mas vai continuar sendo visto como oráculo por uma esquerda que perdeu o rumo e até a vergonha na cara.

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  3. Não tou muito bem a par da obra do Mino Carta, mas a linha política dele me parece um negócio curioso. Então, ele é uma espécie de militante tardio do PCI, fora da Europa.

    Seria interessante saber como ele vê até hoje a aliança entre o PC Italiano e a Democracia Cristã, se é que alguém no mundo estaria ainda disposto a fazer o balanço do que foi isso.

    Então, Mino Carta se opôs a permanência de Battisto no Brasil seguindo a linha do extinto PCI, o mal chamado “eurocomunismo”. Mas em nome de quê, e segundo que linha política atuante hoje em dia na Itália? Seria em consonância com o atual PDS, ou qualquer coisa assim?

    E que posição tiveram em relação a Battisti os dois herdeiros do PCI, que são o Partido da Refundação Comunista, e o PDS?

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  4. Eduardo,

    minha personalidade é de guerreiro. Interesso-me muito pelos detalhes da luta no momento em que a estou travando, mas depois dedico toda a minha atenção às novas batalhas.

    O que publiquei agora sobre o Mino se baseia nos artigos antigos, hoje não lembraria de muita coisa que está colocada aí.

    Então, se você quer esse tipo de detalhamento, aconselho que adquira o livro do Carlos Lungarzo, OS CENÁRIOS OCULTOS DO CASO BATTISTI.

    Ou entre em contato com o Carlos, pelo site dele (http://aluzprotegida.blogspot.com.br/) ou no e-mail carlos.lungarzo@gmail.com

    Abs.

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  5. Opa, obrigado pela dica.

    Na verdade, não tenho muita curiosidade pelo Mino Carta, mas esse caso em si é interessante; reflete, como sempre acontece na esquerda, toda a importância da política internacional.

    Já li coisas do Carlos Lungarzo, é um autor que pretendo conhecer melhor.

    Abraços.

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  6. Agora, em termos pessoais, decidi nunca mais disputar eleições.

    Fui convidado pelo PSOL e aceitei na esperança de que o partido, cumprindo suas promessas, me ajudasse a ser eleito.

    Sempre soube que, sozinho, não teria votos suficientes. Mas, acreditei que o PSOL tivesse a percepção de que eu seria o melhor homem para provocar embaraços ao prefeito e à burguesada, pois saberia detectar ilegalidades e descalabros, criar projetos que os combatessem e colocá-los no noticiário (fui comunicador na minha vida profissional inteira -e dos bons!).

    Bem, as promessas não foram cumpridas, não recebi apoio nenhum, nem sequer meus textos -minha grande arma- foram distribuídos aos filiados, desperdicei meu tempo e o PSOL está com um vereador que absolutamente não gera repercussão nenhuma para o partido. Perdemos todos.

    Enfim, fiei-me na possibilidade de usar as tribunas do sistema para solapar o sistema. Era só o que queria. Perdi a aposta e me retirei da mesa pois, como nos cassinos, é melhor assumir um pequeno prejuízo do que maximizá-lo tentando dar a volta por cima.

    Quanto à eleição atual, poderia votar no 1º turno em qualquer um dos quatro candidatos programaticamente anticapitalistas: a Luciana Genro, o Mauro Iasi, o Rui Pimenta ou o Zé Maria. Fico com a Luciana porque creio dever-lhe algo (ela desempenhou papel importante no convencimento do seu pai, para que o Tarso decidisse conceder o refúgio ao Battisti).

    No 2º turno, votarei no mal menor, a Marina, contra o Aécio (evidentemente) e também contra a Dilma (que foi uma terrível decepção do ponto de vista da esquerda, por mais que se queira camuflar tal fato!).

    Num 2º turno entre Dilma e Aécio, tampando o nariz, seria obrigado a votar (e aconselhar voto) na Dilma, coerente com a minha visão de que o PSDB hoje representa o inimigo de classe e que o PSB e o PT pertencem igualmente ao campo da esquerda.

    Ou seja, Dilma e Marina são ADVERSÁRIAS, apesar da infame campanha difamatória que o PT move contra a acriana; e o Aécio é INIMIGO.

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