TEMPESTADE À VISTA!

O post do início da tarde desta 6ª feira (14), Amanhã é dia do PT segurar seus radicais (clique p/ abrir), foi a forma que encontrei para ir fazendo os companheiros petistas se compenetrarem de uma perspectiva desagradável: Dilma Rousseff dificilmente chegará ao final de 2015 como presidenta da República.
E a crise se agravou ainda mais com o lançamento, por parte da Polícia Federal, de uma nova e estridente fase da Operação Lava-Jato –a qual, somada às investigações estrangeiras, praticamente obriga outros órgãos e Poderes a saírem de sua letargia, começando a cumprirem verdadeiramente seu papel.
Para os petistas ainda lembrados da velha dialética que aprendíamos no comecinho da nossa trajetória na esquerda, explico didaticamente: a quantidade de evidências insofismáveis de corrupção governamental já é suficiente para gerar um salto de qualidade, qual seja o questionamento do governo como um todo. O escândalo tem proporção muito maior que o do mensalão e deixa o Collorgate no chinelo.
Dilma, pateticamente, reluta em descartar Graças Foster, quando deveria é estar se ocupando das próprias chances de permanência no poder, cada vez menores.
Então, só me resta reforçar o recado dado nas entrelinhas do texto anterior: é o pior momento possível para radicalismos na defesa do mandato de Dilma, pois existe enorme risco de novamente inaugurarmos a temporada de golpes de direita na América do Sul, como aconteceu em 1964.
Caso as consequências políticas da petrotempestade sejam decididas pelo Congresso, aprovando ou negando o impeachment de Dilma, permaneceremos no terreno da civilização. Com as regras do jogo democrático mantidas, o PT poderia até dar a volta por cima na eleição presidencial de 2018, por que não? Foi o que Getúlio Vargas fez em 1950.
Se, contudo, os petistas conseguirem fechar esta porta, evitando que o impeachment seja objeto de deliberação do Legislativo, todos deveremos precavermo-nos contra a repetição dos cenários de 1954 e 1964, que passará a ser uma possibilidade bem concreta.
Quem conhece a direita brasileira sabe que, em tais situações, a porta seguinte na qual ela bate é sempre a mesma: a dos quartéis.
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