SUBSTITUIÇÃO NO PALÁCIO DO PLANALTO: SAI TEMER, ENTRA CARDOSO.

Está em curso uma óbvia campanha de desgaste do governo de Michel Temer. Como há veículos da grande imprensa envolvidos, isto só pode significar uma coisa: a preparação da opinião pública para aceitar o descarte do dito cujo como coisa natural.

 

Quem fará o serviço sujo? Como a instabilidade política agrava a crise econômica, ninguém quer uma repetição do trâmite interminável de um impeachment. Mas, por coincidência, o Tribunal Superior Eleitoral está prontinho para julgar a chapa vencedora da eleição presidencial de 2014, por abuso de poder econômico e político.  

 

Então, caberá ao TSE dar o tiro de misericórdia naquele que decerto será lembrado como Temer, o breve. E que, por ser tudo muito previsível, não ficará surpreso como Júlio Cesar nem desabafará com um lastimoso “até tu, Gilmar?!”.

 

Se fosse uma corrida de cavalos, eu aconselharia os apostadores cravarem estas três barbadas:

  • Gilmar Mendes marcará o julgamento para o começo de 2017, de forma que, consumada a impugnação também de Temer, a eleição de um(a) novo(a) presidente, para governar até o último dia de 2018, se dê pela via indireta, com os 594 senadores e deputados federais decidindo em lugar dos 141,8 milhões de eleitores do País;
  • o eleito será um tucano, com enorme possibilidade de atender pelo nome de Fernando Henrique Cardoso;
  • a ex-presidente Dilma Rousseff, desta vez, não escapará de ter seus direitos políticos cassados.

Só não entendo por que, cargas d’água, partidos de esquerda estão se esforçando tanto para colocarem azeitona na empada alheia. Afinal, suas chances eleitorais seriam muito maiores em 2018 com um presidente fraco do que com um presidente forte. 

 

FHC tem tudo para servir aos donos do Brasil como o homem certo na hora certa, defendendo seus interesses maiores e colocando-se acima das disputas rasteiras dos ladrões de galinha da política. Se lhe derem uns 20 meses no poder, é praticamente certo que assegurará o triunfo de outro tucano na eleição de 2018.

 

Parece-me que o PT, depois dos erros primários cometidos no segundo governo da Dilma, vai novamente levantar a bola para os inimigos marcarem o ponto.

 

E que o Psol, cada vez mais caudatário do PT, o ajudará a fazer papel de tolo. 

 

Quem é burro, pede a Deus que o mate e ao diabo que o carregue.

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