POR QUE A GRANDE IMPRENSA ESTÁ DESESTABILIZANDO O TEMER?

Conforme já alertei em artigos anteriores, estão em curso duas campanhas manipulatórias de características alarmistas, para: 

  1. forçar o presidente Michel Temer a entregar ao PSDB as joias da coroa, começando pela condução da política econômica (vide aqui);
  2. deter e/ou enquadrar a Operação Lava Jato (vide aqui).

A mega-delação da Odebrecht, que foi previsivelmente vazada  de forma a provocar máximo alarido, serve aos dois objetivos (que são, em muitos aspectos, complementares). E o timing de certas pesquisas de opinião recém divulgadas é pra lá de suspeito…

 

Então, para evitar que meus leitores sejam feitos de tolos pelos poderosos e pela imprensa canalha que lhes serve, esclareço unas cositas: 

  • É totalmente nula a possibilidade de Michel Temer renunciar ou ser derrubado antes do reveillon, então, se os donos do Brasil decidirem descartá-lo, o farão via Tribunal Superior Eleitoral no início de 2017, o que resultará na escolha do novo presidente  da República pelos deputados federais e senadores (com 99,99% de chances de optarem por um tucano).
  • São praticamente nulas as chances de três quintos dos parlamentares, no ano que vem, aceitarem mudar as regras do jogo e aprovarem a convocação de eleição direta para presidente da República ainda em 2017. Por quê? Porque não ganhariam nada com isto; já pela via indireta seus votos valem ouro (como se viu quando rejeitaram a Emenda Dante de Oliveira em 1984, indo contra a esmagadora vontade dos brasileiros). É simples assim.

  • Dar como favas contadas que Temer cairá como consequência da Lava Jato é de uma ingenuidade assombrosa!

Quanto ao terceiro item, o jornalista Josias de Souza disse tudo:

A presidente deposta foi citada em depoimentos de dois delatores da Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. O primeiro contou que, em 2010, Youssef lhe trouxe um pedido de Antonio Palocci, então coordenador da campanha presidencial de Dilma. Queria que fossem cedidos do caixa de propinas do Partido Progressista, R$ 2 milhões para a campanha petista. Youssef foi autorizado a realizar o repasse… 

Em petição dirigida ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Janot pediu a exclusão de Dilma do caso e o envio do processo para o juiz Sergio Moro, a quem caberia apurar a conduta de Palocci. O pedido foi deferido.

No seu despacho, de março de 2015, Teori dera razão ao procurador-geral, nos seguintes termos: ‘A rigor, nada há a arquivar em relação à presidente da República. Aliás, ainda que assim não fosse, é certo que, nos termos da Constituição Federal, o presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Ou seja, o artigo 86, parágrafo 4º, da Constituição protegeu Dilma e protegerá Temer. Deste mato, portanto, não vai sair cachorro, ao contrário do que trombeteia certa parcela de esquerda (a qual, por absoluta incompetência política, está mais uma vez entrando de gaiata numa conspiração inimiga). 

 

Aliás, é useira e vezeira em colocar azeitona na empada dos vilões, tanto que associa-se aos encalacrados da direita e do centro nas tramoias contra a Lava Jato, fazendo sua impopularidade subir aos píncaros, pois hoje Sérgio Moro e a força-tarefa são quase uma unanimidade entre os brasileiros. 

 

Como diz um antigo provérbio português, quem é burro pede a Deus que o mate e ao diabo que o carregue

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