O NOVO HORIZONTE REVOLUCIONÁRIO, APÓS A DEGRINGOLA DO POPULISMO E O FIM DAS ILUSÕES ELEITOREIRAS.

“Volta e meia
a vida se solta
e vem a reviravolta
e nada volta ao lugar”
(Sérgio Ricardo)

Por meio do consumismo e da indústria cultural, o capitalismo tem conseguido evitar a formação de uma consciência revolucionária nos países mais desenvolvidos em termos econômicos. 

Aí a coisa pega, pois Marx sempre supôs que eles estariam à frente da revolução e as nações pobres e/ou periféricas os seguiriam. E, realmente, a tentativa de atacar a corrente capitalista nos elos mais fracos nos levou a uma sucessão de experiências autoritárias fracassadas e de ruinosos desastres econômicos. 

Mas, hoje estamos diante de uma nova realidade: a iminência da pior crise econômica do capitalismo desde a ocorrida na década de 1930. [Vale lembrar que as grandes revoluções do século passado se deram exatamente quando o poder central se enfraqueceu, seja por causa de guerras e do caos subsequente (Rússia, China, nações do sudeste asiático) ou como reação a uma ditadura detestada pelo povo (Cuba)]. 

Ora, é enorme a possibilidade de que, em curto ou médio prazo, sobrevenha a quebra das Bolsas de Valores em escala generalizada, seguida por uma mega-depressão econômica; e isto pode muito bem fazer com que aflore o ânimo revolucionário nas nações convulsionadas

Ou seja, as pessoas teriam de somar forças na luta pela sobrevivência e, a partir de tal experiência, poderiam optar por, depois do vendaval, reconstruírem a sociedade de forma diferente, segundo outros valores e prioridades. 

Mas, para que tal aconteça, precisamos ir formando desde já os quadros para liderarem as massas nos momentos críticos; terão de estar aptos para aproveitarem bem as janelas revolucionárias que se abrirem, assim como fez em 1917 o Partido Bolchevique (graças à qualidade superior dos seus quadros, que eram numericamente muito inferiores aos de outras forças políticas). 


As lutas em que poderemos acumular forças e irmos formando tais quadros são as lutas sociais contra o capitalismo, não as lutas para ganhar eleições, conquistar cadeiras no Executivo & Legislativo e influir nos podres Poderes. Esta etapa terminou, definitivamente! E não deixará saudades…

Depois dos fracassos retumbantes de 2016, só quem não não tem olhos para ver (ou honestidade política e intelectual para extrair as conclusões que se impõem) continua acreditando em reformar o capitalismo por dentro, nos moldes da democracia burguesa.

E hora de a esquerda sair da zona de conforto e voltar a trilhar os árduos caminhos da revolução!!!

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