MOBILIZAÇÃO DE INTERNAUTAS E SÓCIOS DA HEBRAICA LEVA CLUBE JUDEU A DESCONVIDAR BOLSONARO

O deputado ultradireitista Jair Bolsonaro não mais fará uma palestra na sede paulistana do clube Hebraica em março; o convite foi retirado, em função da avalanche de protestos nas redes sociais e de um abaixo-assinado repudiando a iniciativa, entregue à diretoria do clube. 

Os 3.808 signatários alegaram que Bolsonaro:

…explora e ataca as minorias entre as quais nós, judeus, nos encontramos. 

Ele é homofóbico, misógino, racista e antissemita por natureza e convicção. Idolatra a extrema direita neonazista e admira os torturadores da ditadura militar, a qual enaltece em todas as oportunidades. 

Por tudo isso, em nome da memória de Vladmir Herzog, Iara Iavelberg, Ana Rosa Kucinski, Gelson Reicher, Chael Charles Schreier e tantos outros judeus vítimas da ditadura, os abaixo-assinados pedem que a Hebraica – SP não permita ato com Jair Bosonaro na sede do clube.

A comunidade judaica mostrou, assim, ter consciência da importância dos simbolismos. 

A decisão pode até parecer um tanto hipócrita se lembrarmos, p. ex., as flagrantes semelhanças entre o gueto de Varsóvia e o gueto de Gaza, bem como entre as ocupações nazistas como um todo e as carnificinas e truculências que o estado judeu comete nos territórios palestinos por ele ocupados manu militari.

Mas, a presença de Bolsonaro seria mesmo chocante ao extremo, daí os judeus haverem tido o bom senso de a evitar.

NAU DOS INSENSATOS.

Bom senso que faltou, p. ex., à ex-presidenta Dilma Rousseff, quando ela, em troca de um punhado de votos, andou associando a sua imagem à de personagens que sempre mereceram da esquerda brasileira a mais enfática rejeição, como Edir Macedo e José Maria Marin. 

 

Alguém poderá dizer que chuto cachorro morto, uma vez que Dilma está afastada da política. Mas, temos de manter sempre viva a lembrança de infâmias que jamais deveremos repetir, por motivo nenhum, muito menos por meras conveniências eleitoreiras.

Casos, além dos episódios citados, da promiscuidade de Luiz Carlos Prestes com Getúlio Vargas, subindo ao palanque do ditador que consentira na entrega aos nazistas de sua companheira Olga Benário, grávida de sua filha; e de Lula beijando a mão de Paulo Maluf para que este apoiasse Fernando Haddad na eleição municipal.

 Temos pela frente um longo e árduo caminho, para recuperarmos a credibilidade da esquerda. É mais do que hora de decidirmos, de uma vez por todas, nunca mais darmos tais vexames. 

O povo só voltará a nos respeitar quando defendermos intransigentemente os valores corretos e agirmos em consonância com eles em todas e quaisquer circunstâncias.

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