A CAVALARIA EMPRESARIAL CHEGARÁ NA ENÉSIMA HORA PARA SALVAR A PELE DO TEMER?

Pode estar em curso uma contra-ofensiva para salvar o mandato do presidente Michel Temer. Depois de ele já parecer resignado a renunciar, algo o levou a, no pronunciamento que fez na tarde de ontem (5ª feira, 18), negar veementemente tal possibilidade. 

 

E começaram a pipocar na mídia análises sobre ser inconclusiva a transcrição da conversa em que ele teria supostamente aconselhado a continuidade do pagamento de subornos ao encarcerado Eduardo Cunha. Há, inclusive, a suspeita de que as conversas incriminatórias tenham sido editadas, daí seu encaminhamento para perícia.

 

De que houve uma ação orquestrada contra Temer, não há a menor dúvida. Se envolveu ou não fraude, logo saberemos.  

Será que o enterro foi prematuro?

Caso a bomba arrasa-quarteirão tenha sido detonada pelos tucanos, com o apoio de O Globo e dos muitos aliados de que as aves de mau agouro dispõem entre os togados (o PSDB há muito é o partido mais influente nas fileiras judiciais), quem poderia estar agora desamarrando tal pacote? 
 

Tal poder de fogo quem tem são os poderosos da economia, que contam com Temer para a aprovação das odiosas reformas por eles tidas como obrigatórias.

 

Se os donos do Brasil tiverem mesmo resolvido respaldar Temer, a indústria cultural a eles avassalada conseguirá, sim, ressuscitá-lo, impingindo-o de novo. Nestes tristes trópicos ela faz e desfaz cabeças a bel-prazer. Somos o país dos videotas.

 

Mas, objetarão alguns, o Aécio também foi crucificado.  Como lealdade é palavra inexistente no vocabulário político, talvez ele haja sido considerado sacrificável, por conveniência tática e/ou porque estivesse disputando espaços com outro(s) cacique(s). 

 

Se estes palpites que estou dando forem corretos, a derrubada do Temer, no script dos puxadores do seu tapete, levaria à eleição indireta de um grão tucano para o mandato-tampão, com grande possibilidade de ser o FHC. Este, tendo a caneta presidencial na mão e fazendo uso da sua inegável competência estratégica, decerto montaria um sólido cenário para uma vitória do PSDB em 2018.

 

Então, estariam sendo muito ingênuos os esquerdistas entusiasticamente empenhados na destruição de um político de voos rasteiros como o Temer. Caso isto desimpedir mesmo o caminho para aquele que é o mais articulado dos inimigos, aí a troca não será de seis por meia dúzia, mas sim de seis por seiscentos.

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