REQUIÃO, QUE QUER SER VICE DE LULA EM 2018, JÁ FOI CONDENADO POR FRAUDE ELEITORAL E SAIU PELA TANGENTE.

Não é só o caráter conciliador e anacrônico das propostas econômicas da tal Frente de defesa da soberania nacionalista sem xenofobia, dissecadas por Dalton Rosado num artigo memorável, que compromete tal articulação, cujo objetivo fragrante é catapultar o senador Roberto Requião para companheiro de chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição do ano que vem.

É também o prontuário de Requião, um exemplo emblemático do jeitinho brasileiro para evitar que poderosos fossem para trás das grades mesmo quando apanhados com a boca na botija ou empunhando o revólver fumegante ao lado do cadáver.

Requião é nada menos do que o bem sucedido autor de uma das mais chocantes tramoias para fraudar eleições já vistas neste país.

No final do horário eleitoral gratuito do segundo turno da eleição para governador paranaense de 1990, a campanha de Requião colocou no ar um vídeo gravado no Paraguai, no qual um indivíduo mal encarado se apresentava como  Ferreirinha e dizia ser um pistoleiro foragido.

 

O tal  Ferreirinha  contou que, a mando da família do adversário de Requião, José Carlos Martinez, expulsara e matara os sem-terra que invadiam sua propriedade.

 

O impacto da denúncia foi decisivo para que Requião, apontado como provável perdedor pelas pesquisas, virasse o jogo na última hora.

Eis como o tal motorista foi mostrado no horário eleitoral

Depois, veio à tona que o suposto pistoleiro não passava de um pacífico motorista desempregado e, inclusive, era novo demais para haver cometido tais homicídios.

 

O Tribunal Regional Eleitoral condenou Requião por fraude eleitoral. Ele teve seu mandato cassado, mas recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral e, usando os infinitos recursos protelatórios à disposição de quem pode bancar advogados caros, foi conseguindo evitar a confirmação da sentença e acabou cumprindo seu mandato espúrio até o último dia. O processo foi, então, arquivado sem julgamento de mérito.

Vice não é exatamente uma mera formalidade quando o presidente terá, ao assumir, 73 anos de idade. Merecerão os brasileiros ser governados por um estelionatário eleitoral impune?!

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